Guia · Vídeo gravado
Como tornar um vídeo acessível para pessoas surdas?
Muitas pessoas surdas precisam de língua de sinais, não só de legendas, e de um intérprete que dê para enxergar. O que o W3C e os reguladores recomendam sobre tamanho, camadas ativáveis e contraste, e como o Acceasy aplica isso.
- ½ × ¼Da altura e da largura da tela: a janela de Libras na TV, segundo o guia do MinC
- Art. 67Da LBI: as emissoras de TV devem permitir a janela com intérprete da Libras
- 1/6Da tela: o mínimo nas orientações da Ofcom (Reino Unido) e do CNLSE (Espanha)
- ½Da altura da tela: o mínimo que a Federação Mundial dos Surdos pede
A resposta curta
Um vídeo é acessível para as pessoas surdas que usam uma língua de sinais quando oferece língua de sinais além das legendas, e quando dá para ler de fato quem sinaliza: com tamanho suficiente para ver as mãos, o rosto e o tronco, com bom contraste em relação ao fundo, na tela em que o vídeo é assistido.
O W3C recomenda entregar o intérprete como uma camada separada e sincronizada, em vez de uma imagem pequena embutida no vídeo, para que cada espectador possa ativá-la, desativá-la e ampliá-la; os reguladores de TV também incentivam ferramentas para mudar o tamanho do intérprete. As WCAG pedem língua de sinais no nível AAA (critério de sucesso 1.2.6), mas não fixam tamanho.1 No Brasil, o guia do Ministério da Cultura pede uma janela com pelo menos metade da altura e um quarto da largura da tela da TV; outros reguladores e órgãos públicos pedem de um nono a um terço da tela, e a Federação Mundial dos Surdos (WFD), pelo menos metade da altura.
Sobre os termos: as normas falam em “intérprete” e “interpretação”. Num vídeo gravado, o conteúdo em língua de sinais costuma ser uma tradução preparada com antecedência por tradutores e intérpretes de língua de sinais (TILS). Este guia usa “intérprete” e “janela de Libras” no sentido amplo, como é comum no Brasil.
Legendas não bastam
Para muitas pessoas surdas, a Libras é a primeira língua e o português escrito, a segunda. A lei brasileira reconhece a Libras como “meio legal de comunicação e expressão”.2 O W3C explica o mesmo em seu guia das WCAG: “Written text, such as that found in captions, is often a second language” [tradução nossa: “o texto escrito, como o das legendas, costuma ser uma segunda língua”].3 E lembra que algumas pessoas querem ver a língua de sinais e as legendas ao mesmo tempo.4 O regulador britânico, a Ofcom, diz o mesmo às emissoras: as legendas não devem ser vistas como substitutas da língua de sinais.5
Por isso as WCAG têm um critério de sucesso específico. Na tradução autorizada para o português do Brasil:
“É fornecida interpretação em língua de sinais para todo o conteúdo de áudio pré-gravado em mídia sincronizada.”
O próprio W3C reconhece que a língua de sinais não é exigida pela maioria das políticas de acessibilidade web.4 No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) exige sites acessíveis “conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente” (art. 63) e obriga as emissoras de TV a permitir o uso de recursos como a “janela com intérprete da Libras” (art. 67).6 Na web, a Libras nos vídeos costuma ser uma decisão sua, pelo seu público surdo. Mais no nosso guia sobre WCAG AAA e língua de sinais.
Uma janela de Libras pequena demais não é acessível
As línguas de sinais usam ao mesmo tempo as mãos, o rosto e o tronco. Se qualquer um deles fica pequeno demais, o sentido se perde. O guia de produção do W3C resume: “Ensure the signer is large enough” [tradução nossa: “garanta que o intérprete seja grande o bastante”], porque o público precisa ver com clareza todos os movimentos e expressões faciais.4 Na técnica G54, o W3C avisa: “If the video stream is too small, the sign language interpreter will be indiscernible” [tradução nossa: “se o vídeo for pequeno demais, o intérprete de língua de sinais ficará indiscernível”].7
No Brasil, o Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis, do Ministério da Cultura, cita uma pesquisa em que pessoas surdas apontaram a janela de Libras como o recurso de acessibilidade mais adequado, mas fizeram ressalvas ao tamanho: alguns afirmaram que, na maioria dos programas, ele “não permite uma boa visualização das configurações de mão”.8 Para a TV, o guia retoma os critérios da norma ABNT NBR 15290: janela com no mínimo metade da altura e um quarto da largura da tela, de preferência sem ficar encoberta pela tarja preta da legenda oculta.8 E é categórico sobre o enquadramento:
“Em hipótese alguma, a gravação deverá ser exibida com cortes das mãos, braços e cabeça do TILS.”
A Ofcom, no Reino Unido, pede que o intérprete ocupe pelo menos um sexto da área da tela e que se levem em conta as plataformas em que o conteúdo será exibido.5 Na prática, um intérprete fácil de ler na TV pode ficar pequeno demais no celular.
Os tamanhos mínimos que existem
O W3C não dá nenhum número. Vários reguladores e órgãos públicos dão, e não concordam entre si. Foram escritos para a televisão e os serviços sob demanda, não para sites, mas são a melhor referência oficial sobre o tamanho de que um intérprete precisa.
| Tamanho mínimo | País | Fonte | Tipo de texto |
|---|---|---|---|
| ½ × ¼metade da altura e um quarto da largura da tela | BR | Brasil: Ministério da Cultura, Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis (2016), que retoma a norma técnica ABNT NBR 15290 para a TV.8 | Guia oficial que retoma uma norma técnica |
| 1/9da tela | CO | Colômbia: Comisión de Regulación de Comunicaciones (CRC), Resolução 5050 de 2016, art. 15.2.3.6. Da cabeça à cintura, com espaço dos lados.9 | Norma obrigatória para as operadoras de TV |
| 1/6da área da tela da TV | UK | Reino Unido: Ofcom, Guidelines on Providing Television and On-Demand Access Services, 5.18.5 | Orientação do regulador: boas práticas que acompanham o código obrigatório |
| 1/6da tela | ES | Espanha: CNLSE (Real Patronato sobre Discapacidad), recomendações técnicas para a língua de sinais na TV, 2020.10 | Recomendação de órgão público |
| 1/3da imagem, idealmente, nos telejornais | FR | França: Charte de qualité pour l’usage de la LSF dans les programmes télévisés (2015), retomada no guia da Arcom de 2022.11 | Carta voluntária assinada pelo regulador, pelo governo e por associações de surdos |
| ½da altura da tela | Intl | Internacional: Federação Mundial dos Surdos (WFD), Position Paper on Accessibility (2019).12 | Posição da comunidade surda internacional |
A WFD não deixa dúvida: janelas menores “are contradictory to the purpose of having interpreter insets” [tradução nossa: “contrariam o próprio propósito de ter uma janela de intérprete”].12 Um intérprete num recorte de um quarto da largura e um quarto da altura da imagem, ou seja, 1/16 da tela, fica abaixo de todos os mínimos desta tabela.
Pequena demais
1/16 da tela
- Abaixo de todos os mínimos oficiais da tabela.
- Mãos, dedos e expressões faciais ficam difíceis de ler, ainda mais no celular.
- Se estiver embutida no vídeo, ninguém consegue ampliá-la.
Grande o bastante
Metade da altura da tela
- O mínimo que a WFD pede, e a altura que o guia do MinC indica para a TV.
- Rosto, mãos e tronco ficam fáceis de ler.
- Cobre mais da imagem: por isso cada espectador deveria poder movê-la ou escondê-la.
Ilustrações feitas pela U-I-X com material próprio: o mesmo quadro com o mesmo intérprete em dois tamanhos. Não são capturas de uma transmissão real.
Embutida ou sobreposta: por que uma camada separada funciona melhor
Há duas formas de colocar o intérprete num vídeo, e o W3C aceita as duas para cumprir o critério 1.2.6.
Embutida na imagem
O intérprete é editado dentro do próprio vídeo (técnica G54 do W3C). Funciona em qualquer player, mas o W3C aponta a desvantagem: uma imagem de resolução menor, “that cannot be easily enlarged without enlarging the entire image” [tradução nossa: “que não pode ser ampliada facilmente sem ampliar a imagem inteira”].7 O conselho do W3C é garantir que o vídeo possa ser visto em tela cheia, ou que o intérprete possa ser mostrado no tamanho que teria em tela cheia.7 Além disso, não dá para desligá-lo: todo mundo o vê, e ele cobre parte da imagem para todos.
Uma camada separada e sincronizada
O intérprete é um segundo vídeo, sincronizado com o primeiro, que o player mostra sobre o vídeo ou ao lado dele (técnica G81 do W3C). Segundo o W3C, esse segundo vídeo “can be overlaid on top of the original video or displayed in a separate window” [tradução nossa: “pode ser sobreposto ao vídeo original ou exibido numa janela separada”], aparece por escolha do espectador, não altera a apresentação para o resto do público, e o intérprete pode ser ampliado separadamente.13
Os requisitos de acessibilidade de mídia do W3C (Media Accessibility User Requirements, MAUR), que descrevem o que os players deveriam oferecer, vão além. Os sistemas compatíveis com língua de sinais deveriam:14
- reproduzir o vídeo em língua de sinais sincronizado com o principal [SL‑2];
- exibi-lo como imagem sobre imagem (picture-in-picture), como camada sobreposta com transparência, como vídeo paralelo ou como vídeo principal com o original numa janela pequena [SL‑3];
- deixar o usuário ativar e desativar a faixa de língua de sinais [SL‑5] e ver, durante a reprodução, quais faixas estão disponíveis [DAC‑7].
O guia de produção do W3C diz o mesmo em palavras simples: facilite o acesso ao vídeo com e sem língua de sinais, por exemplo com “a large visible toggle button” [tradução nossa: “um botão grande e visível para ativar e desativar”] logo abaixo do player.4
E o Brasil aparece como exemplo. A WFD cita a TV digital brasileira, que prevê o intérprete como recurso opcional de imagem sobre imagem, “making it possible to readjust the size and position” [tradução nossa: “permitindo reajustar o tamanho e a posição”].12 A Ofcom incentiva as emissoras a oferecer ferramentas para mudar o tamanho do intérprete,5 e a carta francesa de 2015 compromete seus signatários a estudar uma janela opcional sobreposta à imagem, com gestão do tamanho e da posição.11
Para sermos precisos: são recomendações, não obrigações legais. Não encontramos lei nem norma que exija uma faixa de língua de sinais separada e ativável. O W3C aceita o intérprete embutido (G54), e seu próprio guia diz que a língua de sinais costuma ser oferecida como uma camada no canto inferior direito do vídeo.15 A norma europeia EN 301 549 só exige um controle de ativação em uma única ação para legendas, audiodescrição e legendas faladas, e o considera boa prática para os demais recursos de acessibilidade audiovisual.16
Contraste e visibilidade: uma escolha, não um ajuste fixo
Tamanho não basta se o intérprete se confunde com o fundo. O W3C aconselha fundo e roupa de cores lisas que contrastem com o tom de pele de quem sinaliza, e boa iluminação.4 O guia do MinC vai aos detalhes: dois pontos de luz para eliminar sombras, fundo azul ou verde para o chroma key e roupa sem estampas, listras, botões ou bolsos.8 E pede que nada cubra a janela:
“O espaço da janela deve ser preservado sem que haja qualquer interrupção ou encobrimento por parte de imagens ou legenda.”
Algumas pessoas precisam de mais. O CNLSE, órgão público espanhol, observa que pessoas surdocegas podem precisar de um intérprete maior, numa janela de fundo liso e escuro.17 E o regulador francês, a Arcom, desaconselha o fundo transparente atrás do intérprete e prefere um fundo opaco, para que pessoas surdas com baixa visão consigam acompanhar.11
Os requisitos MAUR do W3C acrescentam que o usuário deveria poder controlar o contraste e o brilho do que aparece no player: “Provide the user with the ability to control the contrast and brightness of the content within the playback viewport” [tradução nossa: “oferecer ao usuário a possibilidade de controlar o contraste e o brilho do conteúdo na área de reprodução”]. O próprio W3C trata isso como um “deveria”, porque nem todo dispositivo permite.14
As fontes não concordam em tudo: uma camada transparente cobre menos a imagem, enquanto um fundo opaco e escuro é mais fácil de ler para pessoas surdas com baixa visão. Nenhum ajuste serve para todos. A conclusão honesta é deixar cada espectador escolher. Nas transmissões ao vivo, o Acceasy Live dá a cada espectador o mesmo tipo de escolha: fundo transparente, preto ou azul atrás do intérprete. Mais no nosso guia sobre transmissões ao vivo acessíveis.
Checklist para quem publica vídeos
Seis pontos que reúnem o que as fontes acima têm em comum.
Ofereça Libras e legendas
Legendas para todo o público (WCAG 1.2.2, nível A)18 e uma versão em língua de sinais para as pessoas surdas cuja primeira língua é sinalizada (1.2.6, nível AAA).
Deixe o intérprete grande
No mínimo o que o seu mercado pede; no Brasil, o guia do MinC indica metade da altura e um quarto da largura da tela. Confira no celular.
Mantenha-o separado e sincronizado
Entregue o intérprete como uma camada própria e sincronizada, para poder ampliá-lo sem ampliar a imagem inteira.
Deixe o público ativar e desativar
Um controle visível, que também funcione pelo teclado, para ninguém ter de procurar o intérprete nem assistir a um de que não precisa.
Deixe mover e escolher o fundo
Assim o intérprete nunca cobre informação importante, e pessoas surdas com baixa visão podem escolher um fundo opaco.
Grave para ser lido, com pessoas
Roupa e fundo lisos e contrastantes, boa luz, todo o espaço de sinalização no quadro e pessoas reais: para o W3C, os avatares não são robustos o bastante para serem adequados.4
E consulte as pessoas surdas. A WFD recomenda planejar a interpretação na mídia em estreita consulta com as associações nacionais de surdos.12
Como o Acceasy Player e o Acceasy Web aplicam essas recomendações
Criamos o Acceasy Player para vídeos gravados e o Acceasy Web para sites com a mesma ideia: uma tradução humana em língua de sinais na sua própria camada, que cada pessoa controla. Veja como cada recomendação corresponde ao que os dois produtos fazem.
| Recomendação | Referência | Acceasy Player | Acceasy Web |
|---|---|---|---|
| Tamanho suficiente para lerW3C WAI, G54, guia do MinC, Ofcom | G54 | O espectador redimensiona a janela de tradução pelo canto superior esquerdo. O modo Picture-in-Picture (H) traz a camada de língua de sinais para o primeiro plano e minimiza o vídeo principal. | O visitante redimensiona livremente a janela de tradução. |
| Uma camada separada e sincronizadaW3C G81, MAUR SL-1 e SL-2 | G81 | A tradução é uma camada separada, não embutida no vídeo. Continua sincronizada ao pular 10 segundos (Y/I) ou ao mudar a velocidade de 0,25× a 2× (M/N). | Uma camada sobre o seu site atual. Os elementos com tradução mostram um pequeno ícone de língua de sinais; cada tradução abre na sua própria janela. |
| Ativar e desativarMAUR SL-5 e DAC-7, W3C WAI | SL-5 | O espectador liga e desliga a janela de tradução com a tecla J. | Opcional e sob demanda: o visitante a ativa e liga ou desliga a janela. |
| Mover para não cobrir nadaMAUR SL-3, guia do MinC, W3C WAI | SL-3 | Arrasta-se para qualquer ponto do vídeo. | Arrasta-se para qualquer ponto da tela. |
| Contraste à escolha do espectadorMAUR VP-4, Arcom, CNLSE | VP-4 | Fundo transparente ou preto atrás de quem sinaliza, com a tecla K. | A janela de tradução permite ajustar o contraste. |
| Todos os controles pelo tecladoMAUR IC-1, W3C WAI Media Player19 | IC-1 | Cada controle tem sua tecla, pensada para pessoas surdas com baixa visão: J, K, H, Espaço ou U, Y/I, M/N, C e F. | — |
| Legendas além da língua de sinaisWCAG 1.2.2, W3C WAI | 1.2.2 | Legendas ocultas em até cinco idiomas (C). | — |
| Pessoas, não avataresMAUR 2.8, W3C WAI | 2.8 | Tradução gravada por tradutores humanos, em qualquer língua de sinais. A U-I-X grava Libras (com a Um Tradutor), ASL (com a Visual Voice Media), BSL, LSC e Sinais Internacionais; o player também reproduz clipes sinalizados pelos seus próprios intérpretes. | Tradução humana, pelo sentido, feita pela mesma equipe, ou clipes sinalizados pelos seus próprios intérpretes. |
Um travessão indica que o recurso não faz parte daquele produto. A coluna “Referência” traz a principal referência do W3C de cada linha (MAUR: Media Accessibility User Requirements). O Acceasy Player atende ao critério 1.2.6 das WCAG nos vídeos que reproduz; sozinho, não torna um site inteiro conforme. Nas transmissões ao vivo, o Acceasy Live oferece fundo transparente, preto ou azul atrás do intérprete.
O Acceasy Player é incorporado com um trecho de código, como qualquer player de vídeo padrão, e o público não instala nada. A sua equipe de tradução, ou a nossa, envia os clipes e os sincroniza numa linha do tempo na Acceasy Video Platform; nós processamos e renderizamos, e o vídeo acessível fica pronto para incorporar em até 36 horas. O Acceasy Web é adicionado a um site existente com um único script, sem refazer o design nem o código.
Fontes
- W3C, Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.2, Critério de Sucesso 1.2.6 Língua de sinais (Pré-gravada), Nível AAA. Tradução Autorizada em Português do Brasil, Ceweb.br, 27 de março de 2025 (versão original: Recomendação W3C). Acesso em 25 out. 2026.
- Presidência da República, Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, art. 1º. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Understanding Success Criterion 1.2.6: Sign Language (Prerecorded), Intent (em inglês). Atualizado em 6 de setembro de 2026. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Sign Languages, em Making Audio and Video Media Accessible (em inglês). Atualizado em 17 de setembro de 2024. Acesso em 25 out. 2026.
- Ofcom (Reino Unido), Ofcom’s Guidelines on Providing Television and On-Demand Access Services, seção 5 Signing, parágrafos 5.5, 5.17 e 5.18. Abril de 2024. Acesso em 25 out. 2026.
- Presidência da República, Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), arts. 63 e 67. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Technique G54: Including a sign language interpreter in the video stream (em inglês). Atualizado em 6 de setembro de 2026. Acesso em 25 out. 2026.
- Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis, 2016, capítulo 4 (itens 4.1.1 a 4.1.9). Acesso em 25 out. 2026.
- Comisión de Regulación de Comunicaciones (Colômbia), Resolución CRC 5050 de 2016, art. 15.2.3.6 (em espanhol). Acesso em 25 out. 2026.
- CNLSE, Real Patronato sobre Discapacidad (Espanha), Recomendaciones técnicas y lingüísticas para una correcta emisión de lengua de signos en televisión (em espanhol). 2020. Acesso em 25 out. 2026.
- Arcom (França), Guide de mise en image de la Langue des signes française (em francês), março de 2022, com a Charte de qualité pour l’usage de la LSF dans les programmes télévisés de 15 de janeiro de 2015 (anexo, pontos 4 e 7). Acesso em 25 out. 2026.
- World Federation of the Deaf (Federação Mundial dos Surdos), Position Paper on Accessibility: Sign Language Interpreting and translation and technological developments (em inglês), seção 3. 7 de fevereiro de 2019. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Technique G81: Providing a synchronized video of the sign language interpreter that can be displayed in a different viewport or overlaid on the image by the player (em inglês). Atualizado em 6 de setembro de 2026. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C, Media Accessibility User Requirements (em inglês), nota do W3C, 3 de dezembro de 2015: 2.8 Sign translation [SL-1] a [SL-5], 3.1 [IC-1], 3.5 [DAC-7], 3.7 [VP-4]. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Audio Content and Video Content, em Making Audio and Video Media Accessible (em inglês). Atualizado em 17 de setembro de 2024. Acesso em 25 out. 2026.
- ETSI, CEN e CENELEC, EN 301 549 V4.1.1 (2026-09), Accessibility requirements for ICT products and services, cláusula 7.3, nota 2 (em inglês). Acesso em 25 out. 2026.
- CNLSE, Real Patronato sobre Discapacidad (Espanha), Guía de buenas prácticas para la incorporación de la lengua de signos española en televisión (em espanhol), 2017 (NIPO 689-17-006-0), seção 6. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C, Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.2, Critério de Sucesso 1.2.2 Legendas (Pré-gravadas), Nível A. Tradução Autorizada em Português do Brasil. Acesso em 25 out. 2026.
- W3C WAI, Media Player, em Making Audio and Video Media Accessible (em inglês). Atualizado em 17 de setembro de 2024. Acesso em 25 out. 2026.
Acceasy, na prática
Veja a camada de tradução em ação
Dois produtos para conteúdo gravado, com pessoas reais sinalizando numa camada que cada espectador controla.
Um player de vídeo que se incorpora ao seu site, com uma tradução em língua de sinais separada e sincronizada. O espectador a ativa, arrasta, redimensiona, amplia no modo Picture-in-Picture e escolhe fundo transparente ou preto, também pelo teclado. Legendas em até cinco idiomas.
Critérios WCAG1.2.61.2.2
Conheça o Acceasy PlayerUma camada de língua de sinais para o site que você já tem. As partes da página com tradução mostram um pequeno ícone; o visitante abre a que precisa e depois a move, redimensiona, ajusta o contraste ou fecha. Adicionado com um único script.
Perguntas
Vídeo acessível para pessoas surdas: perguntas frequentes
Respostas curtas ao que mais nos perguntam quem publica vídeos.
Pergunte diretamenteQual deve ser o tamanho da janela de Libras na tela?
Não existe uma regra única. As WCAG não fixam tamanho: o W3C só pede que o intérprete seja grande o bastante para que se vejam todos os movimentos e expressões faciais. No Brasil, o guia do Ministério da Cultura, com base na norma ABNT NBR 15290, indica para a TV uma janela com no mínimo metade da altura e um quarto da largura da tela. Em outros países, os mínimos vão de 1/9 da tela (Colômbia) e 1/6 (Reino Unido, Espanha) a, idealmente, 1/3 nos telejornais (França), e a Federação Mundial dos Surdos pede pelo menos metade da altura. No celular, quanto maior, melhor.
As WCAG exigem língua de sinais?
Só no nível AAA. O critério de sucesso 1.2.6 pede interpretação em língua de sinais para todo o conteúdo de áudio pré-gravado em mídia sincronizada. A maioria das leis e políticas que remetem às WCAG fica no nível AA, e o W3C reconhece que a língua de sinais não é exigida pela maioria das políticas de acessibilidade web.
A lei brasileira exige Libras nos vídeos?
Depende do meio. Na TV, a Lei Brasileira de Inclusão obriga as emissoras a permitir o uso da janela com intérprete da Libras, além da legenda oculta e da audiodescrição (art. 67). Para sites de empresas com sede ou representação no Brasil e de órgãos de governo, a mesma lei exige acessibilidade conforme as melhores práticas e diretrizes internacionais (art. 63), sem citar a Libras. Este conteúdo é informativo e não constitui orientação jurídica.
Basta colocar legendas?
Coloque legendas de qualquer forma: as WCAG as exigem no nível A (1.2.2) e muita gente depende delas. Mas elas não substituem a língua de sinais para as pessoas surdas cuja primeira língua é sinalizada; para elas, o texto escrito costuma ser uma segunda língua. A Ofcom diz às emissoras britânicas que as legendas não devem ser vistas como substitutas da língua de sinais. O melhor vídeo oferece as duas coisas e deixa cada espectador escolher.
O intérprete deve ser embutido no vídeo?
Um intérprete embutido aparece em qualquer player, mas não pode ser ampliado sem ampliar a imagem inteira, não pode ser desligado e, numa tela pequena, fica difícil de ler. A alternativa do W3C, a técnica G81, é um vídeo separado e sincronizado que o player sobrepõe ou mostra numa janela própria, por escolha do espectador. Se você só puder publicar um arquivo, o W3C aconselha garantir que ele possa ser visto em tela cheia, ou que o intérprete possa ser mostrado nesse tamanho.
Fundo transparente ou preto: qual é melhor atrás do intérprete?
Depende de quem assiste. Uma camada transparente cobre menos a imagem. O regulador francês recomenda um fundo opaco para que pessoas surdas com baixa visão consigam acompanhar, e o CNLSE, na Espanha, observa que pessoas surdocegas podem precisar de um intérprete maior sobre fundo liso e escuro. O Acceasy Player deixa cada espectador alternar entre fundo transparente e preto com a tecla K.
Vamos deixar seus vídeos legíveis em Libras
Envie um vídeo. Mostramos do que ele precisa e como ficaria a tradução em língua de sinais no Acceasy Player.




