Guia · Transmissões, eventos e reuniões ao vivo
Transmissões ao vivo acessíveis em Libras
Um intérprete ao vivo só ajuda se as pessoas surdas conseguem vê-lo: grande o bastante, na tela o tempo todo, com bom contraste e, de preferência, numa camada que cada espectador controla. O que dizem as fontes oficiais e como o Acceasy Live e o Acceasy Meet respondem.
- Art. 67da LBI: emissoras de TV devem permitir a janela com intérprete de Libras
- ½da altura da tela: tamanho mínimo da janela de Libras na TV, segundo o guia do MinC
- 1.2.4Legendas ao vivo: o único critério WCAG 2.2 ao vivo para pessoas surdas (nível AA)
- 20 qpstaxa mínima de quadros para língua de sinais em videochamadas (EN 301 549)
A resposta curta
Uma transmissão ao vivo é acessível para pessoas surdas usuárias de língua de sinais quando elas recebem duas coisas ao mesmo tempo: um intérprete qualificado que de fato conseguem ver e legendas ao vivo precisas. As WCAG 2.2 exigem apenas as legendas (critério de sucesso 1.2.4, nível AA).1 Para o intérprete, o padrão vem da regulação da TV e das organizações de surdos: no Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão exige que as emissoras permitam a janela com intérprete de Libras,2 e o guia do Ministério da Cultura indica uma janela de pelo menos metade da altura da tela.4 Além disso, o intérprete deve ficar na tela durante toda a transmissão, com bom contraste e sincronizado com a fala.
São as mesmas qualidades que tornam acessível um vídeo gravado: tamanho, uma camada que o espectador ativa e ajusta, e contraste. Nosso guia de vídeo acessível para pessoas surdas trata do vídeo gravado. Este trata de transmissões ao vivo, webinars, coletivas de imprensa e reuniões por vídeo.
O que dizem as normas sobre conteúdo ao vivo
Na web, a referência são as WCAG, que têm tradução autorizada para o português do Brasil.
“São fornecidas legendas para todo o conteúdo do áudio ao vivo em mídia sincronizada.”
As WCAG 2.2 não têm nenhum critério de língua de sinais ao vivo. O único critério de língua de sinais, o 1.2.6 Língua de sinais (Pré-gravada), é de nível AAA e vale só para conteúdo pré-gravado.1 O próprio W3C reconhece: “Sign language is not required in most web accessibility policies.” [“A língua de sinais não é exigida na maioria das políticas de acessibilidade web”, tradução nossa].5 Se a transmissão está no site de uma empresa com sede ou representação no Brasil, ou de um órgão público, a LBI exige que esse site seja acessível “conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente” (art. 63).2
Isso não torna o intérprete opcional para quem precisa dele. Para as pessoas cuja primeira língua é uma língua de sinais, explica o W3C, o texto escrito, como o das legendas, costuma ser uma segunda língua.6 E as normas de TV vão além, inclusive na programação ao vivo.
Brasil: a TV ao vivo tem janela de Libras
A Lei nº 10.436/2002 diz: “É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras”.3 A Lei Brasileira de Inclusão leva isso à televisão:
“Os serviços de radiodifusão de sons e imagens devem permitir o uso dos seguintes recursos, entre outros: […] II - janela com intérprete da Libras;”
O mesmo artigo inclui a legenda oculta e a audiodescrição. A obrigação recai sobre os serviços de radiodifusão como tais, não só sobre os programas gravados.2 A lei não fixa um tamanho. O tamanho vem da norma ABNT NBR 15290, tal como a resume o Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis do Ministério da Cultura (2016):4
- Tamanho. Na TV, a janela tem no mínimo metade da altura e um quarto da largura da tela, e de preferência não fica coberta pela tarja preta da legenda oculta.
- Nada por cima. “O espaço da janela deve ser preservado sem que haja qualquer interrupção ou encobrimento por parte de imagens ou legenda.”
- Enquadramento. “Em hipótese alguma, a gravação deverá ser exibida com cortes das mãos, braços e cabeça do TILS.” Se a janela precisar se deslocar na tela, a imagem deve ter continuidade.
- Por quê. O guia cita uma pesquisa em que pessoas surdas apontaram a janela de Libras como o recurso de acessibilidade linguística mais adequado, mas algumas disseram que, na maioria dos programas, o tamanho da janela não permite ver bem as configurações de mão.
Outros países
- Reino Unido. As diretrizes da Ofcom para serviços de acesso na TV e sob demanda valem para todo programa com língua de sinais, inclusive ao vivo: o intérprete deve ocupar pelo menos 1/6 da área da tela, e a interpretação deve ser sincronizada com a fala na medida do possível.7
- Colômbia. As emissoras de TV aberta devem incluir a Língua de Sinais Colombiana em pelo menos um telejornal diário e nos pronunciamentos presidenciais, com o intérprete ocupando no mínimo um nono da tela.8
- Estados Unidos. Para informações de emergência na TV, a FCC exige que o áudio seja acessível por meio de legendas ou de outra apresentação visual. Não exige intérprete na tela.9
- França. A carta de qualidade de 2015, assinada com o órgão regulador do audiovisual (hoje Arcom), indica que o intérprete ocupe idealmente um terço da imagem nos programas de informação. É uma carta voluntária, não um regulamento.10
Onde há um número, ele vai de um nono a um terço da tela, e a Federação Mundial dos Surdos pede pelo menos metade da altura da tela.11 A comparação completa dos tamanhos, com o peso legal de cada um, está no nosso guia de vídeo acessível para pessoas surdas.
Estas são informações gerais, não aconselhamento jurídico.
Videochamadas e reuniões: os números
A comunicação por vídeo nos dois sentidos é o único campo em que as normas dão números para a língua de sinais. A norma europeia EN 301 549 aplica a sua cláusula 6.5 quando um produto ou serviço de TIC oferece voz e vídeo bidirecionais em tempo real, como as videochamadas e as ferramentas de reunião:12
- Resolução (6.5.2). No mínimo QVGA (320 × 240 pixels); de preferência VGA.
- Quadros por segundo (6.5.3). No mínimo 20; de preferência 30, com ou sem língua de sinais no vídeo.
- Sincronia (6.5.4). A voz chega no máximo 100 ms antes ou depois do vídeo correspondente.
- Quem está falando (6.5.5 e 6.5.6). Um indicador de atividade de áudio em tempo real e, se a ferramenta destaca quem fala, a indicação de todas as pessoas que se comunicam, inclusive as que sinalizam.
- Atraso (6.5.1, informativa). Atrasos totais abaixo de 400 ms são preferíveis, e quanto menos melhor, até 100 ms.
A mesma cláusula observa que, para a língua de sinais e a leitura labial, a taxa de quadros importa mais que a resolução.12 São regras para ferramentas de conversa, não para transmissões num só sentido, embora a EN 301 549 use esses mesmos números como referência para a língua de sinais que acompanha conteúdos audiovisuais (4.2.4).
Nos Estados Unidos, as normas da Seção 508 têm o mesmo objetivo, sem números, para TIC com voz bidirecional e vídeo em tempo real: a qualidade do vídeo deve bastar para a comunicação em língua de sinais (412.7).13 Isso interessa a quem fornece para órgãos federais americanos; mais detalhes no nosso guia da Seção 508.
Onde entra o Acceasy Meet
O Acceasy Meet é um serviço de reuniões por vídeo pensado para essa situação. Os seus próprios intérpretes aparecem em camadas flutuantes, sem fundo, e cada participante escolhe quais intérpretes ver, em que tamanho e onde. Várias línguas de sinais podem funcionar ao mesmo tempo (o plano Basic permite até quatro intérpretes em até quatro línguas de sinais simultâneas), os intérpretes se revezam entre si e uma configuração automática dá a cada intérprete uma imagem limpa da própria câmera. As reuniões funcionam no navegador, por link ou código, sem instalar nada, e o anfitrião nunca precisa gerenciar a acessibilidade de ninguém. Não tem intérpretes? Fale com a gente.
Coletivas de imprensa e transmissões de emergência
Quando uma autoridade fala ao vivo, o intérprete costuma ser a única forma de as pessoas surdas receberem a informação a tempo. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 6.949/2009, pede aos Estados todas as medidas necessárias para “assegurar a proteção e a segurança das pessoas com deficiência que se encontrarem em situações de risco” (art. 11). Também pede que a informação destinada ao público chegue prontamente e em formatos acessíveis, que a mídia seja incentivada a tornar seus serviços acessíveis e, no artigo 21, alínea e: “Reconhecer e promover o uso de línguas de sinais.”14 A Convenção obriga os Estados, não as emissoras, e não fixa regras de tela. As organizações de surdos fixam:
“The interpreter should be displayed in the full screen image at all times, with no text or graphics covering the interpreter.”
WFD e WASLI, diretrizes sobre o acesso à informação de saúde pública em línguas de sinais nacionais, 18 de março de 2020 · Ler o original no wfdeaf.org (PDF, em inglês)
As mesmas diretrizes, escritas durante a pandemia de covid-19, pedem que o intérprete esteja presente e visível na câmera ao lado de quem fala. Nos telejornais com intérprete em estúdio, preferem uma janela de pelo menos metade da tela, ou um quadro separado que ocupe 25% da tela, fora da imagem do programa.15
- Ponha por escrito. A WASLI e a WFD pedem às emissoras políticas escritas para que o intérprete de uma coletiva apareça na transmissão, ao lado de quem fala ou num quadro inserido na tela, e para que operadores de câmera, diretores e produtores conheçam essas políticas.16
- Mantenha a câmera no intérprete. Em 2020, a Associação Nacional de Surdos dos EUA (NAD) reclamou às emissoras dos muitos casos em que a câmera mostrava só quem falava, e pediu intérpretes claramente visíveis e bem iluminados.17
- Intérpretes qualificados e legendas. Para pronunciamentos oficiais na TV local, o guia do Departamento de Justiça dos EUA sobre a ADA recomenda aos governos estaduais e locais intérpretes de língua de sinais qualificados e legendas abertas. A página está arquivada e avisa que partes dela podem não refletir a regulamentação atual.18
- Conheça o mínimo legal. Nos EUA, a regra da FCC para emergências pede legendas ou outra apresentação visual do áudio, não um intérprete.9 Na Colômbia, os pronunciamentos presidenciais e as mensagens institucionais na TV devem ter interpretação em Língua de Sinais Colombiana.8
As mesmas três necessidades, ao vivo: tamanho, controle e contraste
A produção ao vivo traz pressa, mas o que as pessoas surdas precisam do intérprete não muda.
O que costuma acontecer
Um intérprete pequeno e fixo
- Inserido na imagem, igual para todos.
- Difícil de ler no celular.
- Não dá para ampliar sem ampliar a transmissão inteira.
O que as pessoas surdas precisam
Um intérprete que elas controlam
- Grande o bastante para rosto, mãos e tronco.
- Cada espectador ativa, move e amplia.
- Na imagem e sincronizado durante toda a transmissão.
As duas imagens são quadros da mesma transmissão de demonstração do Acceasy Live: a camada do intérprete em tamanho pequeno (à esquerda) e ampliada pelo espectador (à direita).
1. Grande o bastante para ler
O guia de produção do W3C pede que todos os movimentos e expressões faciais possam ser vistos com clareza.5 A Ofcom pede intérpretes grandes o bastante para que expressões faciais, gestos das mãos e a parte superior do corpo sejam fáceis de ver e entender, sem cobrir informações importantes, e que se considerem as plataformas em que o programa será visto.7 A WFD resume: “Smaller insets are contradictory to the purpose of having interpreter insets.” [“Janelas menores contrariam o propósito de ter janelas de intérprete”, tradução nossa].11
Na tela de um celular, a mesma fração da tela vira poucos centímetros. Por isso o tamanho que cada espectador pode escolher importa tanto quanto o que a produção define.
2. Uma camada que o espectador ativa, move e amplia
Os requisitos de acessibilidade de mídia do W3C (MAUR) valem para qualquer mídia, inclusive ao vivo. Pedem que os players aceitem um vídeo de língua de sinais sincronizado com o programa (SL-2), exibido como picture-in-picture, camada sobreposta ou vídeo paralelo (SL-3), e que o usuário possa ativá-lo e desativá-lo (SL-5).19 A Ofcom incentiva ferramentas de personalização para mudar o tamanho do intérprete sempre que possível.7 E a Federação Mundial dos Surdos cita justamente a TV digital brasileira:
“… as an optional picture-in-picture feature, making it possible to readjust the size and position …”
Federação Mundial dos Surdos (WFD), Position Paper on Accessibility, 2019, sobre o intérprete na TV digital do Brasil · Ler o original no wfdeaf.org (PDF, em inglês)
Na Espanha, o centro público da língua de sinais (CNLSE) descreve um player web preparado para eventos acessíveis ao vivo, com interface totalmente configurável, em que se pode mudar a posição e o tamanho de cada elemento, e um piloto da RTVE de março de 2016 que transmitiu ao vivo o programa «Los desayunos de TVE» com a janela de língua de sinais disposta segundo as recomendações do CNLSE. O mesmo guia mostra o limite de fazer isso na TV: cada opção de tamanho exige da emissora um fluxo de vídeo a mais.20
3. Contraste e luz
O W3C recomenda fundo e roupa de cores lisas que contrastem com o tom de pele de quem sinaliza, e boa iluminação para que a pessoa seja vista com clareza.5 O guia do MinC pede dois pontos de luz para eliminar sombras, fundo azul ou verde para o recorte e roupa lisa, sem estampas nem listras;4 a Ofcom, roupa lisa, sem padronagem, de cor contrastante.7
Ao vivo, o contraste se decide na câmera. Os MAUR pedem que o usuário possa controlar contraste e brilho, e observam que no conteúdo ao vivo pode bastar ajustar a câmera.19 As pessoas surdas com baixa visão precisam de mais: o CNLSE observa que pessoas surdocegas podem precisar de um intérprete maior sobre fundo liso e escuro,20 e a Arcom, na França, prefere um fundo opaco atrás do intérprete para as pessoas surdas com baixa visão, desaconselhando o fundo transparente ou sem contraste com a pele do intérprete.10
Legendas ao vivo: necessárias, mas não substituem o intérprete
Legendas e língua de sinais atendem pessoas diferentes, e muitas pessoas surdas usam as duas. As WCAG pedem legendas ao vivo no nível AA (1.2.4),1 a LBI inclui a legenda oculta entre os recursos da TV (art. 67),2 os MAUR pedem que os players aceitem legendagem ao vivo (CC-27)19 e a Ofcom pede que programas com língua de sinais também tenham legendas.7 Mas o mesmo regulador avisa que “subtitling should not be seen as a substitute for sign-language” [“a legendagem não deve ser vista como substituta da língua de sinais”, tradução nossa].7
O Acceasy Live adiciona legendas ao vivo com IA e tradução de legendas ao vivo em oito idiomas por padrão: inglês, espanhol, português, alemão, francês, italiano, holandês e russo. Cada espectador escolhe o idioma das legendas, e há outros idiomas sob consulta.
O Acceasy Meet oferece legendas ao vivo e tradução de legendas nos mesmos oito idiomas. Quem fala pode usar um ou dois deles, e cada participante escolhe o idioma em que lê.
Como o Acceasy Live e o Acceasy Meet respondem a essas recomendações
O Acceasy Live é para conteúdo ao vivo num só sentido: transmissões, streaming, webinars e eventos. O Acceasy Meet é para reuniões por vídeo. A tabela relaciona cada recomendação ao que cada produto faz.
| Recomendação | Fonte | Acceasy Live | Acceasy Meet |
|---|---|---|---|
| TamanhoRosto, mãos e tronco bem visíveis; na TV, janela com no mínimo metade da altura da tela | MinC | Cada espectador redimensiona o intérprete e pode ir além dos tamanhos mínimos recomendados. | Cada participante define o tamanho de cada intérprete. |
| Camada separadaA língua de sinais como faixa sincronizada própria, não inserida na imagem | MAUR | Uma camada sobre a transmissão, transparente ou com fundo preto ou azul, como cada espectador preferir. Nada é inserido no sinal, e não há uma versão separada em língua de sinais para manter. | Os intérpretes aparecem em camadas flutuantes, sem fundo. |
| Ativar e desativarCada espectador ativa ou desativa a língua de sinais | MAUR | Cada espectador mostra ou oculta o intérprete sem mudar o que os outros veem. | Cada participante escolhe quais intérpretes ver. |
| PosiçãoA janela nunca é coberta por imagens ou legendas | MinC | Cada espectador move o intérprete para qualquer ponto da transmissão. | Cada participante escolhe onde cada intérprete aparece. |
| ContrasteFundo e roupa lisos que contrastem com a pele; boa luz | W3C | Cada espectador escolhe o fundo atrás do intérprete: transparente para continuar vendo a imagem, ou preto ou azul para um fundo opaco e contrastado. O contraste também começa pela forma como o intérprete é filmado: roupa lisa, luz uniforme. O espectador também pode mover o intérprete para onde o veja melhor. | Uma configuração automática dá a cada intérprete uma imagem limpa da própria câmera, e cada participante pode ajustar o fundo atrás dos intérpretes. |
| Legendas ao vivoLegenda oculta na TV (LBI, art. 67) e legendas para todo o áudio ao vivo (WCAG 1.2.4) | LBI | Legendas ao vivo com IA e sua tradução em oito idiomas por padrão, outros sob consulta. Cada espectador escolhe o seu. | Legendas ao vivo e sua tradução em oito idiomas. Cada participante escolhe o seu. |
| IntérpretesIntérpretes humanos devidamente qualificados | Ofcom | Interpretação ao vivo da U-I-X em Língua de Sinais Americana (com a Visual Voice Media), Britânica e Colombiana, em Libras (com a Um Tradutor) e em Sinais Internacionais, ou com os intérpretes do seu evento em qualquer outra língua de sinais. | Os seus próprios intérpretes, em qualquer língua de sinais, vários ao mesmo tempo. |
Duas observações, com franqueza. Primeiro, uma camada transparente e um fundo opaco respondem a necessidades diferentes: a camada deixa a imagem visível, enquanto a Arcom prefere um fundo opaco e contrastado para pessoas surdas com baixa visão.10 O Acceasy Live deixa essa escolha a cada espectador: fundo transparente, preto ou azul. Seja qual for o fundo, o contraste continua começando pela forma como o intérprete é filmado, e a liberdade de ampliá-lo e movê-lo ajuda sobretudo quando a imagem ao fundo é carregada. Segundo, nenhum produto deixa uma transmissão “em conformidade” sozinho: o Acceasy cobre a camada de intérprete e de legendas, e o resto da sua página e do seu player continua precisando atender às WCAG.
Na prática: o Acceasy Live funciona num player de transmissão incorporado ao seu site, em tempo real e com atraso mínimo; os espectadores não precisam de downloads, equipamentos nem programas especiais. O Acceasy Meet funciona no navegador.
Lista de verificação para organizadores de eventos
Contrate intérpretes qualificados
Na língua de sinais do seu público. A Ofcom pede intérpretes devidamente qualificados, inclusive para trabalhar diante da câmera.7
Mantenha-os na imagem
Da primeira à última palavra, sem gráficos nem legendas por cima, e ao lado de quem fala numa coletiva.15
Dê o tamanho suficiente
Na TV, pelo menos metade da altura da tela, sem cortar mãos, braços e cabeça. Se puder, deixe o espectador ampliar.4
Cuide da luz e da roupa
Roupa lisa que contraste com a pele, fundo liso e luz uniforme, sem sombras.4
Dê o controle ao espectador
Uma camada de língua de sinais que cada espectador ativa, move e amplia, em vez de uma versão separada da transmissão.
Legende e deixe terminar
Ponha legendas ao vivo e não encerre a transmissão antes de o intérprete terminar: a interpretação vem um pouco depois da fala.10
Fontes
- W3C, Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.2, tradução autorizada para o português do Brasil (Ceweb.br, 27 de março de 2025), Critérios de Sucesso 1.2.4 Legendas (Ao Vivo) e 1.2.6 Língua de sinais (Pré-gravada). Original: WCAG 2.2, Recomendação do W3C. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Presidência da República, Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), arts. 63 e 67. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Presidência da República, Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, art. 1º. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis, 2016, capítulo 4, itens 4.1.1 a 4.1.9 (cópia publicada pelo Instituto Federal Fluminense). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- W3C WAI, Sign Languages, em Making Audio and Video Media Accessible (em inglês). Atualizado em 17 de setembro de 2024. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- W3C WAI, Understanding Success Criterion 1.2.6: Sign Language (Prerecorded), Intent (em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Ofcom (Reino Unido), Ofcom’s Guidelines on Providing Television and On-Demand Access Services, seção 5 Signing, parágrafos 5.5 e 5.12 a 5.18 (em inglês). Abril de 2024. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Comisión de Regulación de Comunicaciones (Colômbia), Resolución CRC 5050 de 2016, artigos 15.2.3.6 e 15.2.3.9 (em espanhol). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Federal Communications Commission (EUA), 47 CFR 79.2 Accessibility of programming providing emergency information, parágrafo (b)(1) (em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Arcom (França), Guide de mise en image de la Langue des signes française, março de 2022, com a Charte de qualité de 15 de janeiro de 2015, pontos 4 e 5 (em francês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Federação Mundial dos Surdos (WFD), Position Paper on Accessibility: Sign Language Interpreting and Translation and Technological Developments, seção 3 (em inglês). Fevereiro de 2019. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- ETSI, CEN e CENELEC, EN 301 549 V4.1.1 (2026-09) Accessibility requirements for ICT products and services, cláusulas 4.2.4 e 6.5 (em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- U.S. Access Board, Revised 508 Standards, 412.7 Video Communication (36 CFR parte 1194, em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Presidência da República, Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, artigos 11 e 21. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- WFD e WASLI, Guidelines on Providing Access to Public Health Information in National Sign Languages during the Coronavirus Pandemic (em inglês). 18 de março de 2020. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- WASLI e WFD, Communication during natural disasters and other mass emergencies for deaf people who use signed language (em inglês). Janeiro de 2015. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- National Association of the Deaf (EUA), Carta à National Association of Broadcasters (em inglês). 19 de março de 2020. Acesso em 25 de outubro de 2026.
- Departamento de Justiça dos EUA, ADA Best Practices Tool Kit for State and Local Governments, Chapter 7: Emergency Management (página arquivada, em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- W3C, Media Accessibility User Requirements, nota do grupo de trabalho, 3 de dezembro de 2015: 2.8 Sign translation, 3.7 [VP-4] e legendagem [CC-27] (em inglês). Acesso em 25 de outubro de 2026.
- CNLSE, Real Patronato sobre Discapacidad (Espanha), Guía de buenas prácticas para la incorporación de la lengua de signos española en televisión, 2017, pp. 34 a 38 e item 6.3.1 (em espanhol). Acesso em 25 de outubro de 2026.
Acceasy na prática
Língua de sinais em transmissões e reuniões ao vivo
Dois produtos para conteúdo ao vivo, com intérpretes humanos numa camada que cada pessoa controla. Escolha um para ver uma demonstração curta.
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Critérios WCAG1.2.4
Conheça o Acceasy LiveReuniões por vídeo no navegador, em que os seus próprios intérpretes aparecem em camadas flutuantes. Cada participante escolhe quais intérpretes ver, onde e em que tamanho. Legendas ao vivo e tradução de legendas em oito idiomas.
Critérios WCAG1.2.4
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Transmissões ao vivo acessíveis: respostas
Respostas curtas ao que organizadores de eventos e emissoras mais nos perguntam.
Pergunte diretamenteAs WCAG exigem intérprete de Libras em transmissões ao vivo?
Não. As WCAG 2.2 exigem legendas ao vivo (1.2.4, nível AA), mas não têm nenhum critério de língua de sinais ao vivo; o único critério de língua de sinais, o 1.2.6, é de nível AAA e vale para conteúdo pré-gravado. Já a Lei Brasileira de Inclusão exige que os serviços de radiodifusão permitam a janela com intérprete de Libras (art. 67), e outras normas de TV também pedem língua de sinais ao vivo, como na Colômbia.
Qual deve ser o tamanho do intérprete numa transmissão ao vivo?
Grande o bastante para ler rosto, mãos e tronco. Para a TV, o guia do Ministério da Cultura, com base na ABNT NBR 15290, indica uma janela de pelo menos metade da altura e um quarto da largura da tela. Em outros países, os números vão de um nono da tela (Colômbia) a um sexto (Ofcom, Reino Unido) e, idealmente, um terço nos programas de informação (França). A Federação Mundial dos Surdos pede pelo menos metade da altura da tela. Uma camada que cada espectador amplia permite ir além do mínimo.
O que a LBI exige das emissoras de TV?
O artigo 67 da Lei nº 13.146/2015 diz que os serviços de radiodifusão de sons e imagens devem permitir, entre outros recursos, a legenda oculta, a janela com intérprete da Libras e a audiodescrição. A lei não fixa o tamanho da janela; os critérios de tamanho e posição vêm da ABNT NBR 15290, resumidos no guia do Ministério da Cultura de 2016.
Legendas ao vivo bastam para pessoas surdas?
Não para todas. Para muitas pessoas surdas, a Libras é a primeira língua, e o português escrito é uma segunda língua. A Ofcom avisa que a legendagem não deve ser vista como substituta da língua de sinais. Ofereça os dois: intérprete e legendas ao vivo.
O intérprete deve ser inserido na imagem ou ficar numa camada sobreposta?
Um intérprete inserido na imagem aparece em qualquer tela, mas não pode ser ampliado sozinho, e todos o veem do mesmo tamanho. Os requisitos de acessibilidade de mídia do W3C pedem que os players aceitem uma faixa de língua de sinais separada e sincronizada, que o usuário ativa e desativa, e a Ofcom incentiva ferramentas para mudar o tamanho do intérprete. Nenhuma lei que encontramos exige uma faixa separada; se o intérprete for inserido na imagem, faça-o grande e mantenha-o na tela o tempo todo.
Podemos usar nossos próprios intérpretes com o Acceasy Live?
Sim. O Acceasy Live funciona com os intérpretes do seu evento em qualquer língua de sinais. A U-I-X também oferece interpretação ao vivo em Língua de Sinais Americana (com a Visual Voice Media), Britânica e Colombiana, em Libras (com a Um Tradutor) e em Sinais Internacionais.
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